A segunda maior ilha do litoral norte do Estado de São Paulo, com 828 hectares, traz em seu passado marcas da história que contribuiu para a formação de nosso país. Por volta do século XVI (1.550), a ilha era habitada pelos índios tupinambás, liderados pelo famoso cacique Cunhambebe, responsável pela “Paz de Iperoig”. Nesta época, a ilha chamava-se Tapira ou Tapera (lugar calmo). Futuramente, veio a denominar-se Ilha dos Porcos. Para a construção do presídio, em 1902, foram desapropriadas cerca de 412 famílias. Em 1914, a Colônia Penal foi extinta, transferindo-se os detentos para Taubaté e voltando a funcionar em 1.928 com presos comuns e políticos de toda parte do mundo. Com o primeiro motim, tentou-se extinguir o presídio e fazer colônia agrícola. Alguns anos depois, a ilha passa a chamar-se Ilha Anchieta, em homenagem ao jesuíta. Em 1942, passa a ser Instituto Correcional da Ilha Anchieta, que, no ano seguinte, contava com aproximadamente 273 detentos. Durante todo o período em que funcionou o presídio, também moravam parentes dos soldados na ilha. Em 20 de junho de 1952, houve uma das mais sangrentas rebeliões de nosso país, planejada durante anos por um único homem, o famoso cérebro do crime: o Portugal. Hoje, a ilha faz parte do Parque Estadual da Serra do Mar e virou atração turística, conquistando visitantes, pesquisadores e estudiosos de toda parte do mundo.

Texto: www.ubatubasp.com.br

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Onde ficamos

Ficamos acampados em São Luis do Paraitinga e passamos um dia em Ubatuba.

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O que fizemos

Fomos conhecer o Parque Estadual da Ilha Anchieta, em Ubatuba. Enquanto aguardávamos a saída do barco, fomos conhecer o Projeto Tamar de Ubatuba. Imperdível. Pegamos o barco, e uma hora depois estávamos na ilha. Um presídio desativado faz parte da história do local.

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